24/06/2019

Período de transição em vacas leiteiras acende alerta para cuidados com a saúde

Nessa fase o animal passa por diversas mudanças no organismo, ficando mais susceptível a doenças metabólicas

O período de transição em vacas leiteiras acende um sinal de alerta aos pecuaristas quanto à saúde do animal. Nessa fase, que compreende as três semanas que antecedem o parto e as três semanas posteriores, a vaca passa por diversas mudanças no organismo, principalmente com o crescimento acentuado do feto e o início da produção de leite. Tais mudanças fazem com que o animal aumente as demandas nutricionais e fique exposto às doenças metabólicas.

Os avanços tecnológicos na pecuária de leite permitem que as vacas produzam cada vez mais. Entretanto, para manter esse desempenho é necessário intensificar os cuidados com a saúde no período de transição.

As doenças metabólicas surgem quando o organismo do animal passa a ter algumas “deficiências” nutricionais e isso costuma ocorrer justamente no período de transição em vacas leiteiras. Há casos em que é necessário mais cálcio no sangue do que a concentração que está disponível, situação conhecida como hipocalcemia ou “febre do leite”, muito comum nas primeiras 48 horas pós-parto. Outra forma é quando ocorre a queda na ingestão de alimentos e aumento da necessidade de adquirir energia pelo animal, levando a um quadro conhecido como cetose. Essa demanda por energia durante o período de transição cresce principalmente no início da lactação.

Doenças metabólicas em vacas leiteiras: saiba quais são as causas

Esse desequilíbrio metabólico, em decorrência do período de transição em vacas leiteiras, traz inúmeros malefícios ao gado. O cálcio está ligado diretamente à contração muscular e, com níveis mais baixos, leva à perda de tônus muscular, contratilidade, dificuldade de locomoção, entre outros sinais. A diminuição na concentração de cálcio também afeta as células de defesa do animal, que passa a ter dificuldades com a imunidade.

A cetose é uma doença que normalmente ocorre logo no início da lactação, devido à falta de energia. Para suprir essa necessidade energética, o animal busca a mesma em suas reservas corporais, como, por exemplo, na gordura. Entretanto, quando o fígado perde a capacidade de transformar gordura em energia, o organismo começa a produzir corpos cetônicos que, quando acumulados, desenvolvem o quadro de cetose.

A cetose, no período de transição de vacas de leite, pode aparecer na forma clínica. Assim torna-se responsável pelo surgimento de algumas complicações na saúde do animal, como queda na produção de leite, falta de apetite, hálito cetônico, tremores musculares e distúrbios visuais. Mas ela também pode aparecer de forma subclínica, quando o animal está doente, porém não há sinais clínicos que demonstram esse cenário. Nesse caso, a doença é o principal causador de prejuízos, já que afeta negativamente tanto a produção de leite quanto a reprodução das vacas. O que assemelha as duas formas é que ambas são causadas pelo acúmulo de corpos cetônicos no sangue.

Palavra-chave: período de transição em vacas leiteiras

Material de referência:

  1. https://www.milkpoint.com.br/canais-empresariais/bayer/vacas-cada-vez-mais-produtivas-merecem-cada-vez-mais-atencao-103845n.aspx
  2. https://www.milkpoint.com.br/canais-empresariais/bayer/hipocalcemia-subclinica-disturbio-silencioso-de-forte-impacto-sanitario-e-economico-209909/

Fonte: Bayer Saúde Animal