21/04/2020

Como lidar com o período de transição e obter vacas mais produtivas?

As doenças em vacas de leite podem ocorrer pela entrada de um agente infeccioso no organismo dos animais, às quais chamamos de doenças infecciosas

Os avanços nos campos do melhoramento genético e da nutrição animal têm contribuído para que tenhamos vacas leiteiras cada vez mais produtivas. Estes animais, por consequência, demandam maiores cuidados quanto à manutenção da saúde.

É importante frisarmos que as doenças em vacas de leite podem ocorrer pela entrada de um agente infeccioso no organismo dos animais, às quais chamamos de doenças infecciosas, ou por algum distúrbio do funcionamento do próprio organismo, que podemos denominar como doenças metabólicas.

Doenças metabólicas

A cetose é uma das principais doenças metabólicas entre as vacas leiteiras.

A fase conhecida como período de transição é muito crítico para a ocorrência de doenças metabólicas e compreende as três semanas que antecedem o parto e as três posteriores. Nesta etapa, o organismo da vaca passa por muitas alterações, como por exemplo: o crescimento do feto, maior nas últimas semanas que antecedem o parto, e o início da produção de leite.

De forma geral, essas alterações podem interferir na capacidade de ingestão de matéria seca, ou seja, os animais podem ter sua capacidade de consumo de alimento prejudicada nesta fase.

Em contrapartida, a demanda energética da vaca, neste período, tende a aumentar significativamente. Isto se deve principalmente ao início da lactação e ao comportamento da curva de lactação, que se mantém crescente nas primeiras semanas pós-parto.

Resumidamente, sabemos que o alimento ingerido pela vaca sofre, dentro do rúmen, a ação de microrganismos que degradam a ingesta e produzem os chamados ácidos graxos voláteis (AGVs). O propionato, um dos AGVs formados, é absorvido pela parede do rúmen e segue para o fígado, onde se transforma em glicose. É a produção de propionato e, consequentemente, de glicose que atende grande parte das necessidades energéticas das vacas de leite. Animais que se alimentam menos produzem menos propionato e, consequentemente, menos glicose. Como os ruminantes têm baixo estoque de glicose no organismo, qualquer distúrbio na sua produção pode acarretar problemas.

Vale ressaltar que os açúcares são importantes fontes de energia. Mas para que sejam sintetizados, eles também demandam energia. Este é o principal fator que desencadeia o aumento na demanda energética da vaca leiteira no pós-parto: a necessidade de energia para síntese de lactose, ou seja, para a síntese do açúcar do leite.

Quanto maior a produção de leite da vaca maior será sua síntese de lactose e sua necessidade de energia para sintetizá-la.

Podemos ter então, durante o período de transição, uma situação de conflito, em que a demanda energética aumentada se defronta com uma baixa capacidade de ingestão de matéria seca e, consequentemente, um quadro que chamamos de balanço energético negativo (BEN). Animais nesta situação estão em uma fase onde a necessidade de energia é maior que a ingestão.

Vacas leiteiras em balanço energético negativo normalmente mobilizam reservas corporais, como a gordura, na tentativa de suprir esta necessidade. De forma simples, quando a quantidade de gordura mobilizada para se transformar em energia supera a capacidade do fígado de transformá-la em energia, o organismo da vaca começa o produzir substâncias chamadas de corpos cetônicos. O acúmulo deles no sangue das vacas caracteriza o quadro conhecido como cetose.

A cetose, assim como outras doenças metabólicas, pode se apresentar na forma clínica, quando os sinais clínicos são visíveis, ou na forma subclínica, quando o animal encontra-se doente, sofrendo a interferência da doença em seus índices produtivos e reprodutivos, mas não apresenta sinais clínicos característicos.

Para complicar ainda mais este quadro, um dos corpos cetônicos formados, o beta-hidroxibutirato, pode se transformar em outra substância (isopropanol) que pode atuar inibindo o apetite da vaca, fazendo com que este animal sofra uma maior redução na ingestão de matéria seca.

Vários estudos realizados no Brasil e em outros países mostram que a cetose interfere negativamente na produção de leite e nos índices reprodutivos dos animais. A redução na produção de leite geralmente está ligada à baixa ingestão de matéria seca. Já os problemas reprodutivos ocorrem pela maior probabilidade dos animais em apresentarem retenção de placenta e outros problemas relacionados ao acúmulo de corpos cetônicos.

Mas podemos evitar ou reverter essa situação com o uso do Catosal B12, que é uma ótima ferramenta para essa finalidade.

Estudo

Um estudo realizado por Corrêa e colaboradores em 2009, avaliou o uso de Catosal B12 em vacas de leite no pós-parto e a ocorrência de cetose nestes animais.

Alguns dos parâmetros avaliados em diferentes grupos de animais foram:

  • Produção de leite;
  • Concentração de corpos cetônicos no sangue.

Os grupos foram divididos em animais que receberam Catosal B12, em um protocolo pré-definido no pós-parto, e um grupo controle, com animais que não receberam o medicamento.

Os resultados mostram que os animais que receberam o produto apresentaram menores concentrações de corpo cetônico (beta-hidroxibutirato) no sangue. Estes animais também produziram mais leite que o grupo de animais que não recebeu o Catosal B12 no pós-parto.

A concentração sanguínea de corpos cetônicos tem relação inversa à produção de leite, ou seja, quanto mais corpos cetônicos no sangue, menor será a produção das vacas.

Os resultados obtidos encontram fundamento nos princípios ativos do Catosal B12. Tanto a butafosfana quanto a Vitamina B12 atuam de forma muita positiva no metabolismo energético dos animais. A butafosfana é uma excelente fonte de fósforo encontrada no Catosal B12.

Visando elucidar a ação do Catosal B12, sabemos que todo processo do funcionamento do organismo, que envolve energia, tem como objetivo final a produção de uma molécula denominada ATP (Adenosina Trifosfato), que é considerada a moeda energética dos organismos em geral. Por sua vez, todo processo biológico que depende de energia para acontecer está condicionado ao consumo (quebra) dessas moléculas de ATP, que gera energia e libera uma molécula de fósforo.

O Catosal B12, por meio butafosfana, fornece fósforo para o organismo e facilita a reconstituição das moléculas de ATP. Esta ação do Catosal B12, entre outras, resulta em menor produção de corpos cetônicos no fígado.

Consequentemente, a menor produção de corpos cetônicos, principalmente o beta-hidroxibutirato, faz com que não haja interferência negativa na ingestão de matéria seca e temos assim, reflexos positivos na produção de leite.

No estudo citado acima, o grupo de vacas que recebeu Catosal B12 produziu, nos primeiros 150 dias pós-parto, 9,3% a mais de leite em relação ao grupo controle, que não recebeu Catosal B12.

Obtenha mais informações sobre a cetose e os benefícios do Catosal B12 na produção de leite e em outras espécies acessando www.catosal.com.br .